O que é público não precisa ser estatal
O Hospital Sírio-Libanês é, para milhões de brasileiros, sinônimo de excelência médica.
O que pouca gente sabe é que esse mesmo Sírio, por meio do Instituto de Responsabilidade Social, administra hoje hospitais 100% SUS: como o Hospital Geral do Grajaú e o Infantil Menino Jesus - onde o atendimento é gratuito e a porta de entrada é a mesma de qualquer cidadão.
É a parceria público-privada funcionando na prática: o Estado paga, define metas e fiscaliza; a Organização Social entrega o serviço com a expertise que tem. Segundo dados da própria Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo, esse modelo chega a ser até 52% mais produtivo e 32% mais barato para o SUS do que a administração estatal direta.
Como vereadora, faço questão de contribuir com esse modelo destinando emendas para equipamentos que ampliam o atendimento à população. Mas saúde sozinha não basta. Se o modelo funciona para salvar vidas, por que não pode funcionar para formar cidadãos?
É isso que propõe meu PL 573/2021: gestão compartilhada de escolas públicas em parceria com organizações sem fins lucrativos. O caminho já foi trilhado por outros. Em Pernambuco, o piloto com gestão charter (2004-2007) virou base para a expansão da escola integral - e a taxa de desistência no ensino médio caiu de 24,5% em 2001 para 3,5% quinze anos depois, chegando a apenas 1,3% nas escolas integrais. Em Nova York, estudo da Universidade Stanford (CREDO, 2023) mostrou que alunos de redes de escolas charter ganham o equivalente a 114 dias extras de matemática por ano em comparação com a rede tradicional.
Em Minas Gerais e no Paraná, projetos de gestão compartilhada já estão em andamento.
E em São Paulo, duas em cada três crianças já estão em creches mantidas por OSs. Por que travar o mesmo caminho no ensino fundamental?
O que é público não precisa ser estatal. Precisa entregar resultado!